Aceitei o convite para colaborar com A FORTE ARRONCHES com o mesmo entusiasmo com que abraço cada novo projeto: com paixão e sentido de missão aliado a uma espécie de amor pela Vila de Arronches. Esta revista em jeito moderno no mundo das tecnologias poderá representar parte daquilo em que acredito — dar voz à comunidade, preservar a identidade local e projetar Arronches para o mundo. Vejo neste projeto uma plataforma de partilha, de memória e de futuro, onde tradição e inovação se podem perfeitamente cruzar. Fazer parte desta narrativa coletiva é, para mim, é também uma forma de retribuir um pouco o que esta minha terra já me deu, e continuar a construir pontes entre quem cá está e quem, como eu, leva Arronches no coração, onde quer que vá.
Viajar ensina. Ensina a ver o mundo com outros olhos, a valorizar o que é nosso, e a perceber que há lugares que, por mais que se vá longe, nunca saem de dentro de nós. Para mim, esse lugar chama-se Arronches. Volta e meia ou volta que não volta é aqui que gosto de vir parar.
Há 3 décadas a trabalhar no turismo, a criar experiências em mais de 160 países e ilhas, decidi que estava na hora de começar a voltar. Voltar com tudo o que aprendi, com a bagagem cheia de ideias, e com a vontade de contribuir para o futuro da terra que me viu crescer. E foi assim que nasceu o projeto da HERDADE DOS MOREIROS — um projeto de agroturismo de luxo, sustentável e profundamente alentejano.
O turismo, que representa mais de 15% do PIB nacional, é hoje uma das maiores forças económicas de Portugal, e o Alentejo tem vindo a afirmar-se como um dos destinos mais autênticos e procurados, tanto por portugueses como por estrangeiros. O que nos distingue? A calma, a paisagem, a gastronomia, a hospitalidade. E é exatamente isso que queremos oferecer na Herdade dos Moreiros: experiências únicas, ligadas à terra, à tradição e à excelência.
Trata-se da transformação de uma propriedade de família, local onde vivi com os meus Pais e o meu Irmão, num espaço que respeita as raízes agrícolas, mas que olha para o futuro. Vamos apostar no conceito farm to table, queremos trabalhar com produtores locais, e queremos que cada prato conte uma história da região, seja ele criação da Herdade ou da restauração da região. Mais do que turismo, será uma identidade. Mais do que um negócio, será uma missão.
Este projeto é também uma forma de gerar emprego local, ativar a economia circular, e redimensionar o nome de Arronches para o mundo. Queremos atrair quem procura descanso, natureza, autenticidade — e mostrar que Arronches tem tudo isso, com qualidade e alma.
Como dizia Padre António Vieira: “Para nascer, Portugal. Para morrer, o mundo.” Mas talvez esse mundo, para muitos de nós, seja a nossa terra. Porque é nela que queremos investir, crescer, deixar legado. Porque é nela que o mundo pode encontrar ainda mais sentido.
Acredito no poder do boca a boca, das redes sociais, da comunicação espontânea que nasce de experiências verdadeiras. E acredito, sobretudo, que o empreendedorismo exige resiliência — a capacidade de sonhar, de cair, de levantar, e de continuar a acreditar. E por isso acredito que o projecto da Herdade dos Moreiros tem tudo para ser muito Forte.
Encaro o voltar às origens não apenas um gesto bonito, mas sim como um ato de coragem. É dizer: “eu posso fazer a diferença aqui”. E é isso que me move.
Porque Arronches merece.
Porque o Alentejo tem tudo.
Porque o nome da minha família assim o exige, e porque o mundo precisa de lugares como este — onde o tempo abranda, e o coração acelera.

Por
Diamantino Martins











Um comentário
Que tudo corra como é o seu desejo ,que esse projecto seja repleto de sucesso bjs